joanafpires
sábado, 4 de junho de 2011
Viver, colocar-se como pessoa no mundo é um constante ato de criação. A maior de todas as artes, acredito. Para viver em sociedade, o sujeito se projeta, apresenta-se como um discurso, com um conjunto de características específicas e uma coleção de memórias próprias que o fazem ser reconhecido como um.
Mas o fato é que o sujeito é um universo inalcançável, recoberto por conduções de si mesmo. Tentando adequar-se ao constante embate entre a aparência e a essência presente na nossa sociedade do espetáculo (Guy Debord), o sujeito se apaga. O que sobra é a sua projeção em álbuns de fotografias e redes sociais.
Esta imagem faz parte da série “Teoria do Apagamento” e trata da perda da identidade do sujeito, do seu apego à memória, da sua luta pela preservação de um arquivo de si mesmo.
*o seguinte trabalho foi apresentado à cadeira de Poética da Imagem, ministrada pelo professor Leo Falcão.
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